quarta-feira, 16 de outubro de 2013

IUC: Saiba quanto vai pagar de “selo do carro” nos “diesel”

O Governo criou um imposto adicional apenas para os veículos a gasóleo. A taxa extra de IUC varia em função da cilindrada, mas também da idade do veículo, chegando a um máximo de 68,85 euros. O Negócios mostra-lhe como calcular quanto vai pagar.
 
De acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2014, o IUC para veículos de categoria A (matriculados até 1 de Julho de 2007) sofre um agravamento de 1%. Nos matriculados após Julho de 2007, regista-se um agravamento de 1% tanto na componente de cilindrada como de emissões de CO2.

A novidade é, no entanto, a criação de um imposto extra para automóveis a “diesel”. “Sobre veículos a gasóleo enquadráveis na categoria A e B do IUC (...) incide um adicional de IUC”, refere o Executivo. São adicionadas taxas que variam entre os 1,39 e os 68,85 euros.

O Negócios disponibiliza-lhe as novas tabelas de IUC, além da tabela onde são apresentados os valores adicionar a pagar. Nos veículos até 1 de Julho de 2007, terá apenas de somar o valor correspondente à cilindrada (considerando a idade do veículo) o montante extra. Por exemplo, um 1.6 a “diesel”, posterior a 1995, paga 35,41 mais 6,31 euros de imposto adicional. O total é de 41,72

No caso dos modelos mais recentes, deve somar o valor correspondente à componente cilindrada ao valor da componente de emissões de CO2. O resultado deve ser multiplicado pelo coeficiente do ano de aquisição, gerando o total do imposto a liquidar anualmente no mês da matrícula do veículo.

No caso dos veículos a "diesel", deve somar ao valor da componente de cilindrada e das emissões a taxa adicional e só depois multiplicar pelo coeficiente. A fórmula é a seguinte: Taxa da componente de cilindrada + Taxa das emissões de CO2 + Taxa da componente de cilindrada correspondente ao imposto adicional x Coeficiente do ano de aquisição.

Exemplo para um Renault Mégane III Sports Tourer 1.6 dCi 130cv SS FAP ECO2 GT Line, equipado com um motor de 1.598 cm3 e emissões de 104 g/km. A taxa da cilindrada é de 56,50 euros, a que se somam 57,76 euros do CO2 e 10,07 euros do imposto adicional. Multiplicando por 1,15, o coeficiente do ano de aquisição, chega-se a um valor de 142,98 euros.

 
































Fonte: www.jornaldenegocios.pt

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Porque é que a dívida de Portugal paga taxas tão altas? O Wall Street Journal explica


                                                                                                                                                 01/10/2013

Portugal, se falhar o ajustamento, é um país demasiado pequeno para pôr em causa a zona euro. Esta é a tese do Wall Street Journal, num artigo em que aborda as razões para as diferenças entre as taxas de juro cobradas às dívidas soberanas de Portugal, Espanha, Itália e Grécia.


"Os investidores da zona euro aprenderam uma lição valiosa na crise financeira: apostar em países demasiado grandes para falhar é uma boa estratégia", refere o jornal nova-iorquino.

Olhando para a evolução das taxas de juro, Portugal não é um desses países com peso: "Os investidores da zona euro colocaram as obrigações em dois grupos: aquelas emitidas pelos países demasiado grandes para falharem e as emitidas pelos outros".

Tomando como exemplo as taxas de juro da dívida soberana portuguesa a 10 anos (que estão a negociar perto dos 7%), o jornal compara com as verificadas em países como Espanha e Itália (que negoceiam hoje nos 4,16% e 4,44% respetivamente). A isto se junta o facto de que "Portugal tem dados macro-económicos suficientes para fazer os investidores duvidar do retorno do investimento", refere o jornal norte-americano.

Myles Bradshaw, gestor de investimentos citado pelo WSJ, refere três riscos que os investidores enfrentam na zona euro: riscos de financiamento, riscos de reestruturação e riscos de saídas do euro. Para este analista, Portugal apresenta os três, concluindo que a economia do país "não é sistémica", ao contrário das economias espanhola e italiana. 

Fonte: www.dinheirovivo.pt