segunda-feira, 22 de julho de 2013

Dívida pública portuguesa valia em março 127,2 por cento do Produto

A dívida pública de Portugal cresceu no primeiro trimestre de 2013 para os 127,2 por cento do Produto Interno Bruto, contra os 123,8 por cento do último trimestre de 2012 e os 112,3 apurados um ano antes. O país apresentava em março o terceiro rácio mais pronunciado da União Europeia, atrás da Grécia e de Itália. É o que confirmam os dados trimestrais publicados esta segunda-feira pelo Eurostat.

É o terceiro rácio em percentagem do PIB mais elevado da União Europeia. A dívida pública portuguesa ascendia, no final do primeiro trimestre deste ano, a 127,2 por cento do Produto Interno Bruto. Só a Grécia, com 160,5 por cento, e a Itália, com 130,3 por cento detinham, rácios superiores.

Quanto a ritmos de crescimento, Portugal teve nos primeiros três meses deste ano a sexta maior subida face ao quarto trimestre de 2012, de 3,4 pontos percentuais, num quadro encabeçado por República da Irlanda, Bélgica e Espanha. Já relativamente ao primeiro trimestre do ano passado, o país apresenta o quarto maior crescimento, de 14,9 pontos, a seguir à Grécia (24,1 pontos percentuais), à Irlanda (18,3 pontos) e a Espanha (15,2).

No conjunto dos países da moeda única, o rácio de dívida pública cresceu de 90,6 por cento no derradeiro trimestre de 2012 para os 92,2 por cento nos primeiros três meses de 2013, ao passo que à escala da União houve um aumento de 85,2 para 85,9 por cento. Face ao primeiro trimestre do ano passado, a dívida pública aumentou de 88,2 para 92,2 por cento na Zona Euro e de 83,3 para 85,9 por cento na União Europeia.   

Números do Conselho de Finanças Públicas

Numa análise provisória às contas do Estado, conhecida a 17 de julho, o Conselho de Finanças Públicas avançava com o cálculo de uma dívida pública de 127,1 por cento do PIB no primeiro trimestre, na ótica dos critérios de Maastricht. Ligeiramente abaixo do rácio agora publicado pelo Eurostat.

A mesma estrutura recordava então que o nível de dívida atingido nos primeiros três meses de 2013 era já superior à meta definida para 2013, 122,3 por cento do Produto, traduzindo “um incremento de 3799 milhões de euros (3,4 pontos percentuais do PIB) face ao registado no trimestre anterior”.

Ainda segundo o Conselho, o maior contributo para a progressão da dívida pública pertenceu à Administração Central, com 3887 milhões de euros, que mesmo com uma “ligeira redução” do endividamento das empresas públicas reclassificadas acabou por ser penalizada com o aumento do financiamento estatal destas entidades – 711 milhões de euros, ou 0,5 por cento do Produto Interno Bruto.

Todavia, à luz das contas nacionais, os últimos dados do Conselho de Finanças Públicas apontam para um rácio de dívida em percentagem do PIB de 133,2 por cento de janeiro a março deste ano, um acréscimo de 6,2 pontos percentuais face aos critérios de Maastricht que fica a dever-se, segundo o órgão consultivo do Ministério das Finanças, à exclusão da dívida comercial para efeitos de cálculo.

Fonte: www.rtp.pt

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