Défice fixou-se nos 3.846 milhões de euros
O défice nos primeiros seis meses do ano fixou-se nos 3.846
milhões de euros, muitos abaixo dos seis mil milhões de euros fixados
pela troika como limite semestral, mostram os dados revelados esta tarde
na Síntese da Execução Orçamental de Junho.
Entre Janeiro e Junho deste ano, o défice das Administrações Públicas
"relevante para efeitos de aferição do cumprimento do Programa de
Ajustamento Económico e Financeiro" ficou 2.154 milhões de euros abaixo
do tecto definido pela troika.
Este resultado reflecte um défice da Administração Central e da
Segurança Social de -4.017 milhões de euros, em comparação com -1.708
milhões no mesmo período em 2012.
Segundo a Direcção-Geral do Orçamento (DGO), este agravamento do défice
justifica-se com efeitos base, como "a receita extraordinária arrecadada
em 2012 relativa à parte remanescente dos fundos de pensões das
instituições de crédito e aos direitos de utilização de frequências de
4.ª geração e, no que respeita à despesa, ao pagamento de dívidas de
anos anteriores na área da saúde". Estes factores têm um impacto
combinado de 2.821 milhões de euros.
Descontando esses efeitos extraordinários, na Administração Central
observaríamos um aumento de 9,4% da receita (subida de impostos
directos, das contribuições para a CGA e dividendos do Banco de
Portugal) e uma subida de 6,3% da despesa, "reflectindo o acréscimo das
transferências para a Segurança Social no âmbito da Lei de Bases e da
componente do IVA Social e o efeito resultante da reposição de um
subsídio na despesa com pensões e outros abonos suportados pela CGA e
nas despesas com pessoal".
Na Segurança Social, observa-se um excedente de 418 milhões de euros até
Junho. A receita é positivamente influenciada pelas transferências do
Fundo Social Europeu, enquanto a despesa aumenta 7,2%, devido à evolução
dos gastos com prestações sociais, "reflectindo o efeito da reposição
de um subsídio aos pensionistas sob a forma de duodécimos e o aumento do
subsídio de desemprego e apoio ao emprego, dada a evolução desfavorável
do mercado de trabalho".
Por último, a Administração Regional e Local apresenta um défice de 40,8 milhões de euros.
Fonte: www.sabado.pt
Sem comentários:
Enviar um comentário