A gestora que detém o maior fundo de obrigações do mundo diz que
mesmo com acordo, será difícil Portugal regressar aos mercados.
A PIMCO está a apostar num acordo que mantenha o governo. "A
incerteza política continua em Portugal, ma ficaríamos surpreendidos se
não fosse encontrada uma solução política para evitar eleições
antecipadas", referiu o gestor da PIMCO, Myles Bradshaw, numa nota aos
clientes.
Apesar disto, a gestora continua a duvidar que Portugal
se consiga financiar sem apoio internacional depois de Junho de 2014.
"O maior problema para Portugal é se conseguirá reconquistar o acesso
regular ao mercado e sair do programa da Troika. Estamos cépticos",
referiu o gestor. Até porque, explica, como o País tem ‘rating' abaixo
do nível de investimento, "irá depender de investidores de curto prazo,
como ‘hedge funds".
A autorização para os fundos da Segurança Social reforçarem as
aplicações em dívida portuguesa também não passou despercebida à PIMCO.
Myles Bradshaw considera, no entanto, que essa solução até pode comprar
algum tempo mas não impedirá uma extensão do programa de assistência no
próximo ano.
O gestor reconhece que "não é claro se os líderes da zona euro irão
estar de acordo num programa de tamanho suficiente para financiar a
saída continuada de credores privados". Mas considera como muito
provável que os bancos portugueses venham a ser chamados a fazer o roll
over das suas posições em dívida portuguesa de forma voluntária.
Fonte: economico.sapo.pt
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